Logo news 07/06/2019
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Meu Fracasso
Thomaz Gomes, Luis Ushirobira


“Já tive vários negócios na minha trajetória como empreendedor. O suficiente para saber que a vida está cheia de pequenos fracassos. Ainda na época da faculdade, eu assumi um lava-jato e um salão de cabeleireiro. Tive um prejuízo de R$80 mil no primeiro estabelecimento - e precisei pagar R$25 mil para sair do segundo. Pouco tempo depois, abri o estúdio de software que levou à criação da Qranio. As coisas pareciam caminhar na direção correta. A base de usuários crescia consistentemente. Tinha captado R$2,9 milhões e aberto escritórios em Cingapura e Lisboa. A estratégia de expansão tinha como base um contrato com uma grande empresa portuguesa. Quando o acordo foi cancelado, começamos a registrar um rombo de R$250 mil por mês. Nos restou apenas colocar o rabo entre as pernas, voltar o olhar para o mercado interno e repensar o nosso modelo de negócio. Decidimos mudar o foco para o B2B. Foi a decisão correta: logo depois fechamos um grande deal com o Bradesco e atingimos o break-even novamente. Aprendi que não adianta criar um produto escalável se você não consegue ter lucro com ele.”

Onde errou
Apostou todas as fichas em um grande cliente e expandiu a operação da empresa sem consolidar o modelo de negócio.

O que aprendeu
Não adianta criar produtos populares se as bases de usuários não geram fontes de receita confiáveis.

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