Logo news 12/12/2018
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Hoje em dia, a maior parte dos conteúdos de cursos à distância são lecionados em formato de vídeos e apresentações e validados por meio de provas simples. Porém, com toda a tecnologia que temos à nossa disposição, esse modelo pode ser mais explorado para que seja transformado em jornadas de aprendizado mais atrativas e eficientes. Como muitas vezes essas jornadas são 100% digitais, isso não significa que só porque é um EaD, tem que ser só vídeo, ppt e prova.

O que devemos levar em consideração, nesses casos, é que cada conteúdo e jornada de aprendizado tem suas particularidades e que usar a mesma fórmula para todos eles não gerará resultados muito positivos. Ainda mais importante que isso, é que cada um aprende do seu jeito. Há pessoas que têm mais facilidade em só acompanhar a aula, seja ela por vídeo ou pessoalmente. Em contrapartida, algumas têm a necessidade de uma didática ou dinâmica diferente que seja mais engajadora, dinâmica e, talvez, tecnológica. Afinal, hoje um dos temas mais falados é o Adaptative Learning (Ensino Adaptativo), ou seja, métodos que se adequam a cada indivíduo, e mais uma vez reitero: EaD não precisa e não pode ser só vídeo, ppt e prova, pois utilizando um único método, certamente não iremos atender a todos os espectadores e muito menos engajá-los.

O que, primeiro, proponho aqui é pensar “fora da caixa” e usarmos o bom-senso, pois para ensinar de fato não podemos estar presos a um único método, tecnologia e etc. Então, por que não reunir vários elementos tecnológicos que nos permitam entregar conteúdo em diferentes formatos combinados, sejam eles, video e ppt? Mas não é só isso, temos que combinar com Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Chatbot, Inteligência Artificial, Dispositivos Vestíveis, entre muitos outros, afinal, temos uma infinidade de “coisas” à nossa disposição. Neste momento, o mais importante é termos a clareza para construir uma jornada engajadora e que garanta o aprendizado do ser humano que estaremos formando. Portanto, temos que ter sempre muita humildade em todos os sentidos e sabermos que sim, em algum momento da criação da jornada de formação deste indivíduo, pode ser necessário para que o aprendizado seja efetivo termos eventos de entrega de conteúdo ou validação de forma presencial.

Atualmente, estão disponíveis algumas ferramentas que podem ser de grande valia para cursos à distância, com por exemplo, a Realidade Aumentada ou RA, uma tecnologia que une o mundo virtual ao mundo real promovendo maior interação e conhecimento. Imagine posicionar o seu celular em cima de algum objeto e ver na tela informações sobre ele, essa é a sua função.

Nessa mesma linha, podemos falar também da Realidade Virtual (RV), uma tecnologia que proporciona aos usuários uma sensação de que o que ele está vendo é praticamente parte do real. Um estudo recente feito pela Qualcomm, empresa americana que produz os chipsets dos celulares de tecnologia CDMA e W-CDMA, apontou que 25% dos consumidores brasileiros querem que seu próximo smartphone seja capaz de oferecer experiências com realidade virtual. Isso mostra que a aderência por essa tecnologia é bem alta. A RV, inclusive, já tem sido usada em algumas escolas e a ideia é oferecer uma imersão capaz de entusiasmar os estudantes.

Outros recursos podem ser bem úteis para guiar uma jornada de aprendizado, como o Chatbot, um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas. Essas ferramentas podem contribuir para que o aprendizado possa fluir de maneira ainda mais eficaz do que somente por meio de vídeo aulas, apresentações e provas de múltipla escolha.

A ideia é enxergar as milhões de possibilidades que temos à nossa disposição e aproveitá-las da melhor forma possível. Como fazer isso? A tendência é que o método seja cada vez mais personalizado e a Inteligência Artificial pode nos ajudar com isso. A AI, como é chamada, é uma área que tem como objetivo produzir dispositivos que simulem a “capacidade humana” de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas.

Sendo assim, ela recebe um estímulo do ambiente externo e realiza as ações baseadas na análise de dados de interações anteriores. Ou seja, uma ferramenta que pode auxiliar na criação de métodos mais eficazes de ensino. Já que, entendendo como cada pessoa funciona, fica mais fácil identificar como aplicar cada conteúdo e, consequentemente, ter a garantia de que ficou claro para o ouvinte. E por fim verificar se aquele conhecimento ficou sedimentado.

CEO e Fundador da plataforma mobile de aprendizagem Qranio, Samir foi nomeado pelo Governador do Estado de Minas Gerais o 1º Embaixador de Startups e Empreendedorismo Em 2015, foi selecionado para o seleto programa de Experts da Google.